Você já ouviu falar sobre boas práticas de Segurança?

Uma das atividades mais difíceis e também mais importantes dentro de uma empresa é a prevenção de acidentes de trabalho por meio de boas práticas de segurança. Todos os dias ouvimos relatos de acidentes, principalmente em ambientes industriais. Essas ocorrências, sejam grandes ou pequenas, envolvem pessoas – que são os mais importantes recursos para qualquer negócio.

Promover a saúde, a segurança e o bem-estar dos funcionários não é apenas lei, mas também um investimento a longo prazo em seu negócio. A boa notícia é que isso pode ser feito com ações implantadas diariamente na rotina da empresa e pelo uso adequado de EPIs – Equipamento de Proteção individual. E vamos falar um pouco de cada uma dessas práticas:

Avaliar constantemente as situações de risco

Por mais que se faça a prevenção, as condições de trabalho podem mudar ao longo dos anos ou em algumas situações diversas. Por isso, é sempre importante que todos os envolvidos em uma determinada atividade trabalhem para evitar acidentes. Assim que uma situação de risco é identificada em sua rotina, é papel do trabalhador informar à gerência, que deve tomar todas as medidas cabíveis.

Qualquer atividade produtiva tem em si um risco em potencial, mas que não necessariamente vá causar um acidente. Por isso, é importante que haja o domínio sobre todas as potenciais situações de acidentes existentes na empresa, para que sejam sanadas com rapidez. Os recursos mais utilizados para evitar acidentes no ambiente ocupacional são os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs), que devem ser prioridade entre as medidas previstas pelas Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPAs).

Isso porque os EPCs oferecem proteção completa contra os riscos coletivos existentes em uma atividade: em forma de barreiras, bloqueios, sinalizações e outros. Entre os principais EPCs estão os cones e faixas de segurança, as placas de sinalização, os sensores de presença, as sirenes e os alertas luminosos, os cadeados e as garras de bloqueio.

Garantir o uso de ferramentas e equipamentos adequados

Todas as atividades profissionais que possam imprimir algum tipo de risco físico para o trabalhador devem ser cumpridas com o auxílio de EPIs, que incluem óculos, protetores auriculares, máscaras, mangotes, capacetes, luvas, botas, cintos de segurança, protetor solar e outros itens de proteção. Esses acessórios são indispensáveis em fábricas e processos industriais em geral.

O uso do EPI é fundamental para garantir a saúde e a proteção do trabalhador, evitando consequências negativas em casos de acidentes de trabalho. Além disso, o EPI também é usado para garantir que o profissional não será exposto a doenças ocupacionais, que podem comprometer a capacidade de trabalho e de vida dos profissionais durante e depois da fase ativa de trabalho.

Para que uma empresa possa conhecer todos os equipamentos de proteção individual que devem ser fornecidos aos seus funcionários, é necessário elaborar um estudo dos riscos ocupacionais. Esse tipo de trabalho facilita a identificação dos perigosos dentro de uma planta industrial, por exemplo, e ajuda a empresa a reduzi-los ou neutralizá-los.

Os equipamentos de proteção individual devem ser mantidos em boas condições de uso e precisam ter um Certificado de Aprovação do órgão competente para garantir que estão em conformidade com as determinações do Ministério do Trabalho. Empregados e empregadores devem compreender a importância do uso de equipamentos de proteção no dia a dia da empresa.

Oferecer treinamento e capacitação

Entre as medidas administrativas exigidas pela NR-12, uma das normas mais relevantes para o ambiente industrial, está a obrigatoriedade dos treinamentos periódicos dos funcionários a fim de que sejam repassados todos os procedimentos internos para garantia da segurança das atividades. O objetivo é educar os trabalhadores sobre as atitudes preventivas que todos devem ter para reduzir os riscos durante as atividades realizadas nas indústrias.

Outras ações incluem as conversas diárias (Diálogo Diário de Segurança – DDS), palestras e discussões para deixar a equipe sempre preparada, além de ações que podem ser promovidas pela CIPA, como a Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho (Sipat).

  Criar um canal de comunicação direta

Para envolver todos os trabalhadores é preciso garantir um canal direto de comunicação sobre saúde e segurança ocupacional. O diálogo com o trabalhador deve ser próximo e, para isso, o gestor precisa ser uma pessoa acessível, preparada para tirar dúvidas, dar orientações e feedbacks. A comunicação na empresa também pode incluir um telefone ou e-mail para dúvidas, reclamações ou sugestões, bem como um jornal interno para divulgar ações que estão sendo promovidas pela CIPA e muito mais!

  Esclarecer sobre a importância das rotinas de segurança

Antes do início das atividades do dia, o colaborador deve ter o conhecimento sobre as condições de segurança do local e dos equipamentos que fará uso. Trata-se da verificação executada pelo próprio trabalhador, mesmo que a atividade desempenhada seja parte de sua rotina. É o “parar para pensar” e não apenas executar.

  Realizar inspeções de segurança

Muitos acidentes de trabalho ocorrem pela junção de um ou mais fatores. Por isso, as inspeções devem fazer parte da rotina das indústrias continuamente e tudo deve ficar registrado para que as mudanças (preventivas ou corretivas) sejam colocadas em prática e as medidas implantadas sejam fiscalizadas no futuro, através de inspeções periódicas.

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